10 fatos e mitos sobre o Viagra

Conhecido por tratar a disfunção erétil, o Viagra é um estimulante sexual que tem sido cercado por mitos desde a sua criação. Apesar dos resultados benéficos ao longo dos anos, até hoje há críticas incisivas em relação ao consumo e eficácia do medicamento. É importante que os pacientes tenham clareza em relação aos resultados e indicações antes de utilizarem a medicação. Confira os principais fatos e mitos em relação ao Viagra.

  1. O Viagra proporciona uma ereção instantânea

O efeito do Viagra começa a ser sentido entre 30 minutos e 1 hora após a ingestão e tem duração de cerca de quatro horas. Ou seja, o medicamento atua da mesma maneira que outros comprimidos: requer alguma espera antes que os resultados sejam percebidos. Portanto, a ideia de uma ereção automática e instantânea está bem distante da realidade.

  1. O Viagra é afrodisíaco e aumenta a virilidade

O conceito de algo afrodisíaco diz respeito a um aumento do prazer sexual. Portanto, o Viagra não se enquadra como afrodisíaco, pois o estímulo sexual precisa estar presente para que o medicamento consiga ter efeito. A confusão se dá por conta de a maioria confundir a ereção com o prazer, quando são dois aspectos distintos. O Viagra não deixa o homem mais potentes ou “viril”, apenas auxilia a manter a ereção.

  1. As mulheres podem tomar Viagra?

Esse é um mito muito presente quando se fala no Viagra. Alguns estudos têm sido realizados nos últimos anos e apresentam resultados diferentes. Um dos bem sucedidos foi feito com mulheres que apresentam distúrbios sexuais devido ao uso de antidepressivos. Nesse caso, as pacientes apresentaram melhora na excitabilidade, mas ainda não há eficácia comprovada.

  1. Solução para qualquer problema sexual

Como já foi dito, o Viagra atua sobre funções fisiológicas durante a ereção. Quando a disfunção erétil está relacionada a outros fatores, como estresse e depressão, o medicamento não terá a eficácia desejada. A disfunção erétil atinge muito homens, mas é necessário avaliar corretamente as causas para a determinação de um tratamento eficiente.

  1. O Viagra pode ser comprado por qualquer pessoa

O Viagra necessita de prescrição médica para ser comprado. Entretanto, muitos homens sentem-se inibidos para falar sobre o assunto com seus médicos ou nem mesmo se enquadram no grupo que realmente precisa da medicação — mas insistem em tomá-la. Por isso, a disfunção erétil não deve ser mais um assunto tabu, principalmente porque é extremamente comum, principalmente com o avanço da idade.

  1. A ereção dura de acordo com a dose

Quanto mais Viagra, mais tempo dura a ereção. Não poderia haver um mito maior e mais perigoso para a saúde do que esse. Assim como outros medicamentos, a quantidade errada ingerida pode levar a sérias complicações. Ou seja, os efeitos são apenas negativos. Os homens podem apresentar complicações cardíacas, por exemplo. Tomar Viagra exige, acima de tudo, responsabilidade em relação à própria saúde.

  1. Mesmo efeito para todos

Infelizmente, esse é mais um mito. Cada organismo reage de uma forma específica em relação ao medicamento e nem todos obtêm resultados positivos com a medicação. O Viagra auxilia na ereção, mas nem esse aspecto afeta a todos os homens de maneira similar. Por esse motivo, também há três dosagens diferentes disponíveis no mercado: 25 mg, 50 mg e 100 mg. Além disso, as reações adversas podem se apresentar de forma significativa para alguns homens, e por isso mesmo há outras opções no mercado, a exemplo do Cialis e do Levitra. O entusiasmo com os relatos pode levar a situações ilusórias em relação ao uso.

  1. O medicamento protege contra doenças sexualmente transmissíveis

Mais uma vez, um mito que pode ter sérias consequências à saúde masculina e feminina. O Viagra não protege contra doenças sexualmente transmissíveis, quem desempenha essa função até hoje é o preservativo. Aqueles que apenas tomam Viagra estão particularmente em risco de se infectar com DSTs e hepatite. A falta de educação sexual contribui de forma negativa na disseminação desse mito.

  1. O Viagra pode desencadear o vício em outras drogas

O princípio ativo do Viagra não está relacionado ao abuso de outras substâncias, portanto a afirmação é mais um dos mitos que envolvem o medicamento. Entretanto, especialistas alertam para a possibilidade de dependência psicológica, pois o homem pode sentir-se inseguro para praticar o ato sexual após o fim do tratamento. Nesse caso, é necessário o acompanhamento de um psicólogo. De qualquer forma, a dependência não se dá em nível físico, como alguns pacientes podem presumir erroneamente.

  1. Risco de vida

Obviamente, o Viagra não é livre de efeitos colaterais ou interações com outras substâncias. E, acima de tudo, não deve ser utilizado sem prescrição médica. Mas, se o paciente estiver autorizado a fazer o tratamento e segui-lo corretamente, não há riscos à saúde. Pesquisas têm indicado que as mortes decorrentes do uso de Viagra se devem à dosagem excessiva.