Viagra e álcool: quais as consequências dessa interação?

Essa é uma das questões que mais preocupam os homens que fazem uso do Viagra, cujo princípio ativo é o citrato de sildenafil: quais as consequências da interação entre o medicamento e o álcool? Assim como outros medicamentos, o Viagra oferece risco direto à saúde nessa interação?

Para compreender melhor a combinação e evitar riscos à saúde, é preciso conhecer um pouco mais sobre o funcionamento o Viagra. Um ponto que deve ser levado em conta é que o excesso de álcool pode acarretar em problemas para ter ereção. Além disso, o álcool também pode levar a quadros de ansiedade e depressão, prejudiciais ao desempenho sexual daqueles que buscam tratamento para disfunção erétil.

Estudos revelam que 72% dos homens que sofrem com o alcoolismo apresentam alguma forma de disfunção sexual — que inclui não apenas problemas de ereção, mas também relacionados à ejaculação precoce, perda da libido e dificuldade em atingir o orgasmo. Mas, se o excesso não for o caso, é preciso conhecer, de qualquer forma, a interação com o medicamento para evitar riscos à saúde.

Conheça melhor o Viagra

Geralmente bem tolerado pelos pacientes, o Viagra foi concebido originalmente para tratar doenças cardiovasculares. A partir da realização de diversos estudos, comprovou-se que sua eficácia, na verdade, estava relacionada à melhoria na capacidade de ereção.

Aprovado em 1998 e distribuído pela empresa farmacêutica Pfizer, age sobre os processos fisiológicos para estimular a ereção. O Viagra tem como princípio ativo o Sildenafil e pode ser encontrado nas doses de 25 mg, 50 mg e 100 mg.

O efeito do medicamento começa a ser sentido entre 30 minutos e 1 hora após a ingestão e tem duração de cerca de quatro horas. Atualmente, apenas na Alemanha, cerca de 6 a 8 milhões de homens são afetados pela disfunção erétil. No mundo todo, o medicamento tem auxiliado cerca de 30 milhões de homens no sentido de reduzir esse problema.

Os efeitos do álcool

A indicação de todos os médicos é clara e direta: nunca misture álcool a outras drogas — o que inclui os medicamentos. O risco à saúde sempre está presente nessa interação e varia de forma significativa conforme o organismo.

O álcool entra rapidamente na corrente sanguínea e desencadeia reações que podem ser perigosas na atuação junto aos princípios ativos dos medicamentos. Além disso, perpassa as membranas mucosas, a exemplo de boca e esôfago, e entra na corrente sanguínea também dessa forma.

O álcool e as drogas são metabolizados pelo fígado e por isso é importante que a função hepática esteja em perfeito funcionamento para sua ingestão.

Viagra e álcool: uma combinação perigosa?

Como é de conhecimento geral, nenhum medicamento pode ser utilizado de forma segura junto ao álcool. Mas no caso do Viagra, o consumo de pequenas quantidades não afeta o seu potencial de estimulação e nem causa riscos ao paciente. É importante limitar a ingestão de álcool no período do tratamento com Viagra a poucas quantidades, como uma taça de vinho ou 300ml de cerveja, por exemplo. Quando consumido em grandes quantidades, o álcool aumenta o risco das reações adversas do Viagra.

Como o Viagra foi originalmente concebido para o tratamento de doenças cardiovasculares, é capaz de reduzir a pressão arterial — assim como o álcool. Se a pressão arterial ficar muito baixa, o paciente pode apresentar tonturas, desmaios, dor de cabeça e até palpitações. Esses efeitos colaterais não são apenas potencialmente perigosos, mas também interferem no desempenho sexual.

O perigo do mau uso do Viagra é relativamente alto quando não há conhecimento das possíveis consequências. Homens que devido ao longo período de impotência eram inativos sexualmente devem ter cuidado nesse processo. Recomenda-se um tratamento cauteloso especialmente quando o paciente apresenta doenças subjacentes.

Além disso, o consumo de álcool por si só dificulta a ereção. Então, se o paciente toma o medicamento e deseja manter uma relação sexual em seguida, ingerir bebida pode dificultar um resultado positivo. Outro detalhe é que o uso de álcool também reduz de forma significativa a ação do princípio ativo. Portanto, estar atento à quantidade ingerida é um requisito básico para avaliar de forma correta a eficácia do medicamento e do tratamento ao longo do período de uso das pílulas.

Dos medicamentos disponíveis no mercado que atuam no sentido de estimular a ereção, o Viagra é o mais seguro. Outras opções com princípios ativos diferentes, a exemplo do Cialis e do Levitra, são menos confiáveis na combinação com o álcool. De qualquer forma, em caso de dúvida, a melhor opção é sempre ficar com apenas um dos dois durante o período de tratamento: ou o Viagra, ou o álcool.